sábado, 6 de junho de 2015

PÕE NA CONTA DO LEVIR

A derrota inesperada, mas possível, para o Cruzeiro chegou de forma melancólica, com gol contra do Jemerson e outros de falhas individuais. O fato não diminui a qualidade do elenco alvinegro, mas, deixa a dúvida sobre o trabalho do Levir, um bom técnico, porém, às vezes, com complexo de professor Pardal. E este foi o problema do Galo no Clássico deste Sábado à noite.

Antes do início da partida, era unânime a certeza, principalmente pela torcida e imprensa, de que o Galo sairia campeão, mantendo o jejum, de, até aquele momento, onze jogos sem perder para o rival no Independência. Ao iniciar a peleja, eis a surpresa: O Galo entra em campo com apenas um volante de ofício: o Rafael Carioca. O Dátolo, que deveria fazer também o papel de volante, funcionava como meia-armador, junto com o Giovane Augusto, com o Carlos no ataque, pelos lados de campo, deixando o Thiago Ribeiro no banco.

É fato que o Atlético possui um ótimo elenco, com capacidade de ser campeão brasileiro; mas, num clássico, era de se esperar que o Leandro Donizete formasse a defesa, junto com o carioca, segurando a barra lá atrás, para que o Thiago, que deveria estar em campo ao invés do Carlos, pudesse aprontar a correria, em parceria com o Luan, municiando o Urso lá na frente. Não foi isso que aconteceu e, apesar de o primeiro gol ser atleticano, o cruzeiro tomou conta e venceu o jogo, pelos erros do próprio time alvinegro.

Há de se salientar as boas mexidas do Luxemburgo e as defesas do Fábio, preponderantes à vitória azul, mas, convenhamos, um time com a qualidade tão decantada do Atlético Mineiro não poderia errar tanto dentro de casa, da mesma forma que o técnico alvinegro não precisava inventar tanto, bastava que o Galo fizesse o "feijão com arroz" e os três pontos seriam apenas uma questão de tempo. E tenho dito!


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