Até o fatídico clássico contra o Cruzeiro, o Galo era considerado, por muitos, como o melhor time brasileiro deste ano, assim como fora considerado também o Corinthians algum tempo antes. Todos os jogadores eram de qualidade, formando um grupo equilibrado, com capacidade suficiente para se sagrar campeão brasileiro. Após a inesperada derrota no clássico, alguns jogadores deixaram de ser tão bons como pareciam e o time já não era dono de tantas qualidades; sem contar o técnico Levir, que voltara a ser o burro de antes, agora, sem sorte.
Ainda que já não houvesse a confiança de outros tempos, restava a esperança de que o time se reerguesse contra o Santos, voltando a ser o Alvinegro das partidas iniciais, rumando, novamente, ao tão sonhado título do Brasileiro. E, novamente, veio-nos outra decepção: desta vez, um empate sofrido contra o Santos, sem Robinho, em pleno Independência, contando com um gol contra do ex-atleticano Werley. E, de novo, a irritante pulguinha entoca-se detrás das orelhas alvinegras: será o Galo apenas um arremedo dos times de 2013 e 2014?
Surgem as especulações sobre um possível desmanche no Atlético; com o Leandro Donizete sendo bancado no Coritiba, o Maicossuel sendo ventilado no exterior, a incerteza sobre o futuro do Rafael Carioca e a eterna possibilidade de Marcos Rocha deixar a Cidade do Galo. E, assim, vão-se as rodadas, com a Massa sofrendo com as inconstâncias do Atlético e as ignorâncias do Levir, a um só tempo, amado e odiado pela torcida.
Não acredito que o time seja ruim e, conforme disse em textos anteriores, creio na capacidade que o elenco possui em faturar o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil; mas, está claro, o Atlético não pode continuar como está. Não é aceitável que o time jogue com apenas um volante de contenção, que nem mesmo é um pegador. Convenhamos, Rafael Carioca é um segundo volante, com boa saída de bola, mas sem os verdadeiros cacoetes de Donizete ou Pierre (o saudoso Pitbul).
Também não se há de aceitar que um time que tenha a pretensão de ser campeão jogue sem um armador de ofício, o tão decantado camisa 10. O Alvinegro joga com Thiago (ou Carlos), Luan (Machucado) e Lucas Pratto no ataque, enquanto o Dátolo, um segundo volante, cumpre as funções do armador... com o Guilherme, um exímio camisa 10, no banco de reservas. Perde-se na criação, no sentido mais puro da palavra, e perde-se no poder defensivo, sobrecarregando os dois alas, conforme se pode ver nos jogos anteriores.
O Santos não fez uma boa partida, assim como o Cruzeiro não foi magistral no clássico mineiro; mas, ambos aproveitaram-se da fragilidade ofensiva do Galo, pegando a defesa totalmente desarrumada. Enquanto isso, os times que estão na parte de cima vão se distanciando e os que estão embaixo aproximam-se. Então, que o Levir volte com o Donizete e ponha o Guilherme na armação. caso contrário, que saia o Levir e volte o Alvinegro de 2013 e 2015. Eu tenho dito e Acredito!

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